Alice… Alice.. Oh, Alice

Tema de Alice – Danny_Elfman

Oh, Alice, querida, por onde você esteve?
Muito próxima, muito distante ou no meio?
O que você ouviu, o que você viu?
Alice, Alice, por favor, Alice!

Oh, conte-nos, você é grande ou pequena?
Para experimentar este ou experimentar todos
É um longo, longo caminho para cair
Alice, Alice, oh, Alice

Como você pode conhecer este caminho e não aquele?
Você escolhe a porta, você escolhe o caminho
Talvez você devesse estar voltando
Outro dia, outro dia

E nada é exatamente como parece
Você está sonhando, você está sonhando, oh, Alice?
[Oh, como você encontrará seu caminho? Oh, como você encontrará seu caminho?]
[Não há tempo para lágrimas hoje. Não há tempo para lágrimas hoje.]

Tantas portas – como você escolheu?
Tanto para ganhar, tanto para perder
Tantas coisas ficaram em seu caminho
Sem tempo hoje, sem tempo hoje
Cuidado para não perder sua cabeça
Apenas se lembre do que o Dormidongo disse… Alice!

Alguém te puxou pela mão?
Quantas milhas até o País das Maravilhas?
Por favor nos conte, então entenderemos
Alice… Alice.. Oh, Alice

[Oh, como encontrará seu caminho? Oh, como encontrará seu caminho?]

Balada das meninas de bicicleta

Meninas de bicicleta
Que fagueiras pedalais
Quero ser vosso poeta!
Ó transitórias estátuas
Esfuziantes de azul
Louras com peles mulatas
Princesas da zona sul:
As vossas jovens figuras
Retesadas nos selins
Me prendem, com serem puras
Em redondilhas afins.
Que lindas são vossas quilhas
Quando as praias abordais!
E as nervosas panturrilhas
Na rotação dos pedais:
Que douradas maravilhas!
Bicicletai, meninada
Aos ventos do Arpoador
Solta a flâmula agitada
Das cabeleiras em flor
Uma correndo à gandaia
Outra com jeito de séria
Mostrando as pernas sem saia
Feitas da mesma matéria.
Permanecei! vós que sois
O que o mundo não tem mais
Juventude de maiôs
Sobre máquinas da paz
Enxames de namoradas
Ao sol de Copacabana
Centauresas transpiradas
Que o leque do mar abana!
A vós o canto que inflama
Os meus trint’anos, meninas
Velozes massas em chama
Explodindo em vitaminas.
Bem haja a vossa saúde
À humanidade inquieta
Vós cuja ardente virtude
Preservais muito amiúde
Com um selim de bicicleta
Vós que levais tantas raças
Nos corpos firmes e crus:
Meninas, soltai as alças
Bicicletai seios nus!
No vosso rastro persiste
O mesmo eterno poeta
Um poeta – essa coisa triste
Escravizada à beleza
Que em vosso rastro persiste,
Levando a sua tristeza
No quadro da bicicleta.

Vinicius de Moraes

Notebook com 512MB de memória

TDEComo diria um amigo: “Necessidade faz o sapo pular.”

Por necessidade de usar um computador, pois o meu notebook, Samsung RV415, deu o último sinal de vida. Ele liga, mas não encontra qualquer HD e como eu tenho a necessidade extrema de ter um computador, peguei um Dell Lattitude D520 para utilizar enquanto não troco de computador.

Simples, né? Quebrou o principal, troca pelo reserva.

Mas não é tão simples assim, pois o reserva tem 512MB de memória e o principal, 4GB.

E ai, neguinho?

Como sou um usuário “fiel” ao KDE, fiz a atualização para a mais nova, desabilitei todos os recursos que achava que consumia memória e consegui que o consumo total fosse para 256MB. Mas isso não ajudou muito, pois abrir 3 abas no Firefox, eu lotaria a memória do notebook.

Lembrei de 6 ou 7 anos atrás quando eu usava um AMD Athlon com 512 de memória e era um cara bem feliz, mas instalar uma distro antiga não rola, pois era bem provável que teria sérios problemas com a questão da wireless.

Então lembrei que na época do lançamento do KDE 4, um grupo de desenvolvedores que não gostou do rumo do projeto, fez um fork da versão 3 e continou o desenvolvimento.

Este fork se chama Trinity e para a minha surpresa o desenvolvimento continua firme e forte.

Fiz a instalação e o consumo de memória esta bem razóavel, este consumo abaixo de memória é o Trinity rodando com o  Firefox com 5 abas abertas.

diogo@Almaren:~# free -m

total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:           486        454         32          0          7        221
-/+ buffers/cache:        225        260
Swap:            0          0          0

 

Casa nova para o Bebê

 

Nunca achei que a minha cabeça fosse mudar tanto por causa da gravidez da Viviane, pelo que lembro dos amigos próximos que são pais, senti algumas mudanças na forma de pensar e agir. Mas sinceramente, não achava que era tão grande.

Talvez o que mais tenha mudado é que agora, qualquer passo que eu dê, fico pensando no que isso pode afetar a vida do Bebê, mesmo ele ainda estando super seguro na pokebola,

Por não ter sido uma gravidez planejada, não compramos ou nos preparamos em nada para a chegada dele(a), que deverá ocorrer por volta de Maio de 2013.

Para iniciarmos esta grande mudança na nossa vida, estamos nos mudando do Centro para a Praça Seca, de um apartamento de 1 quarto com vizinhos barulhentos e rua agitada para uma casa de 3 quartos, onde não conseguimos ouvir as vozes dos vizinhos em uma rua calma e pacata.

Eu não morri -> Polícia investiga participação de terceira pessoa em morte de torcedor vascaíno

Esta semana recebi a noticia de que eu havia morrido. Felizmente ainda continuo vivo.

A Polícia Civil investiga a participação de um terceiro suspeito no assassinato do torcedor do Vasco Diogo Leal, nest domingo, no Rio. Dois acusados já haviam sido presos. Alessanderson Mota, 29 anos, e Daniel Abreu, 28, foram detidos nesta segunda-feira. Segundo a polícia, eles se negaram a prestar depoimento. 

Leal foi esfaqueado e baleado durante uma briga entre torcedores de Vasco e Flamengo na tarde de domingo, em Tomás Coelho. De acordo com a PM, o confronto aconteceu horas antes do clássico entre as duas equipes. Na briga, houve troca de tiros entre as torcidas.

Púpila encharcada

Te amo tanto que minha carne estremece
arrancando minha púpila encharcada
apagando e abafando imagens que emergem nos dias de dor
acordo sempre na melodia de seus olhos castanhos tão claros de certeza
pois és minha razão
pois és minha paz

Poesia que a Viviane Nonato fez pra mim.

Olhe antes de abrir a porta ou o dia em que fui pro chão!

 

Ontem ocorreu mais uma bicicletada da Zona Oeste, que a cada edição esta se tornando especial. Alias ela esta tão especial que existem várias pessoas que moram na Zona Sul, Centro e Zona Norte que pedalam até o Largo do Pechincha para participar da Massa Critica.

Então antes de você continuar a ler este post, fica a dica:

Toda 2a sexta-feira do mês, no Largo do Pechincha, concentração as 19h. Com o destino decidido na hora e na velocidade do mais lento.

A volta da bicicletada foi algo bem tranquilo. Quero dizer, até quase o final do destino, quando só restava duas pessoas (Eu e o Ary) tivemos um pequeno acidente.

Depois que nos despedimos do Márcio e da Clara, Eu e o Ary resolvemos acelerar um pouco a velocidade e quando estávamos em frente ao metrô de São Cristovão, vimos um táxi com uma faixa vermelha ao invés da azul parado no meio-fio da radial oeste com todas as luzes apagadas. Então o cortamos pela esquerda, O Ary estava na minha frente, quando eu estava praticamente ao lado do carro, o motorista abre a porta com os pés, quando vejo a porta abrindo com bastante velocidade, o meu instinto foi colocar a bicicleta para a esquerda e pular. mas não tive muita sorte(eu acho), pois mesmo assim a porta do infeliz pegou em mim, me jogando para o meio da pista.

Assim que cai, a primeira coisa que pensei foi de rolar para o meio-fio com medo de algum carro não me ver jogado na pista.

Assim que o Taxista viu que eu não tinha morrido ou que estava consciente, entrou no carro e foi embora. Quando eu levanto, sou
ajudado pelo Ary e por um cara que estava passando de carro e viu todo o acidente.

Para minha sorte o Ary anotou a placa do carro.

Mesmo com bastante dores, preferi voltar a pedalar, mas percebemos que o pneu traseiro do Ary estava furado. Então para não deixa-lo a pé, fomos voltando pra casa andando (Moramos no Centro). Mesmo enchendo o pneu, segundos depois, ficava totalmente vazio. Acredito que algum problema na válvula.

O meu estado é o seguinte: estou com machucados nos dois braços, no joelho e tornozelo. Não consigo mexer a perna direita com fortes dores na coxa (Talvez pelo esforço de voltar a pé) e o pescoço também tá doendo.

A ruivinha (minha bicicleta) esta com as duas rodas empenadas e o guidon parece que também tá, ainda não consegui (e não deixaram) andar até onde a bichinha esta para ver o estado dela. Mas sei que ela tá muito, muito suja por causa da chuva de ontem.

Assim que conseguir andar um pouco, irei na delegacia para registrar o fato.

Sinceramente? Isso não apaga em momento algum a Bicicletada que rolou na Zona Oeste. Cada edição é bem marcante e já estou esperando a da Sexta-feira 13.

LaKademy 2012

O LaKademy ocorreu do dia 27 de Abril até 01 de Maio, na cidade de Porto Alegre- RS.

De muitos eventos que já participei, este talvez tenha sido um dos melhores e mais técnico que presenciei.

Sai do Rio de Janeiro, no dia 27 de maio, às 08h para chegar em Porto Alegre às 10:10. A viagem foi bem tranquila, a única coisa que não gostei na viagem foi a qualidade da GOL que parece que esta caindo.  A distância das poltronas é minima e desta vez não teve serviço de bordo (Tudo bem, eu comi alguma coisa no aeroporto por um valor bem abaixo do que o cobrado na viagem).

Como eu sabia que estava indo para POA para trabalhar para o KDE, resolvi aproveitar o percurso do aeroporto para o hostel de ônibus. No qual fiz sem qualquer problema.

Quando estava caminhando do ponto de ônibus para o hostel, bateu aquele frio na barriga, pois de todo o pessoal do KDE, eu só conhecia o Tomaz Canabrava, e mais ninguém. Alguns eu só acompanha o blog e twitter/ident.ca de alguns membros, como é o caso do Lamarque, Sandro e  do Filipe e da Aracele.  Para ser bem sincero, até pensar em me perder de proposito me passou pela cabeça. Mas eu já estava ali na cidade, então como disse uma vez algum poeta: ” – Quem não morre, não vê Deus”. e entrei no hostel e me apresentei ao pessoal do KDE-BR.

A recepção deles foi muito boa, todos se apresentaram e eu sentei num canto que estava livre já para começar a trabalhar e fiquei traduzindo algumas partes do techbase, com uma boa empolgação.

No almoço deste dia, consegui conversar mais com o pessoal e perceber o quanto que eles são gente boa. bastante receptivos e educados. Volta do almoço, mais trabalho e foi assim até a hora da janta que foi cerveja e sanduiches.

De manhã acordamos bem cedo, pois combinamos com a organização do FLISOL de Porto Alegre, que iriamos realizar uma apresentação sobre o KDE e darmos sequência ao LaKademy lá mesmo.

Assim que chegamos ao evento, tive uma grande surpresa. A tela do meu notebook estava quebrada. Como se tivesse algo entre o teclado e a tela e a tampa fechada, Como eu tenho o hábito de ler emails assim que vou dormir e sempre de manhã cedo quando acordo, não percebi nenhum problema. O que mais me deixou irritado nesta surpresa que tive foi que o meu trabalho ficou bastante comprometido. No FLISOL, utilizei um monitor externo que havia na sala.  Mas no hostel ainda não tinha visto nenhum monitor sem uso.

O LaKademy no FLISOL de Porto Alegre pra mim foi bem positivo, pois conseguimos trocar alguma experiência com alguns usuários e sempre alguém ia nos visitar na sala.

O evento acabou por volta das 16:30h, voltamos ao hostel e trabalhamos um pouco, depois saimos para tomar uma ceveja e trabalharmos mais um pouco.

No dia seguinte, o mesmo roteiro: Iniciamos os trabalhos às 09h, trabalhamos sem parar até o horário do almoço, comemos e voltamos para trabalhar até as 19h, 20h.

Tivemos uma palhinha do Sandro Andrade tocando violão, o cara manda bem e claro, o Tomaz querendo praticar o sapateado em qualquer lugar que fosse possível ou não. =p

Depois mais cervejas e esta foi a parte mais divertida do nosso descanso, com o paradigma de programação  orientada a Metafora criada pelo Luis Oliveira que foi sensacional.

Neste dia, já cansado de ficar usando o computador com Windows do hostel, resolvi comprar um cabo HDMI para ligar o meu notebook na TV da sala que estavamos, mas sinceramente isso não deu muito certo, pois foi bem cansativo pra mim e eu sempre achava que estava tirando o foco das outras pessoas.

Praticamente o último dia do evento, pois muitos estavam com a pessoa programa para o dia seguinte, que foi o meu caso.  Este dia como os outros foram bem descontraído, este relato não esta com a precisão dos fatos como deveria, pois fica parecendo que todos os dias foram iguais e isso não é verdade.

Nenhum dia do LaKademy foi igual ao seguinte ou anterior. Cada dia parecia ser único. Parecia que as pessoas queriam aproveitar cada minuto que a companhia do grupo poderia proporcionar. Em cada minuto, alguém estava aprendendo algo novo, sempre se divertindo, sempre expondo as suas idéias e sendo respeitado. E tenho certeza que todos aproveitaram o máximo disso. E acho que tudo isso só foi possível devido a um objetivo: Transformar o KDE melhor a cada dia.

A volta pra casa, foi de que eu poderia ter sido mais produtivo se não tivesse ocorrido o problema no meu notebook. Mas não vou ficar de mimimi, isso foio como um puxão de orelha para que eu consiga me organizar para poder contribuir mais e mais.

Mas o sentimento que termino o LaKademy é de que conheci pessoas fantásticas, um projeto de Software Livre que funciona na horizontal, e que novos membros são muito bem aceitos e que tem espaço para todos.

As fotos do LaKademy estão no flickr.