Category Archives: Software Livre

Notebook com 512MB de memória

TDEComo diria um amigo: “Necessidade faz o sapo pular.”

Por necessidade de usar um computador, pois o meu notebook, Samsung RV415, deu o último sinal de vida. Ele liga, mas não encontra qualquer HD e como eu tenho a necessidade extrema de ter um computador, peguei um Dell Lattitude D520 para utilizar enquanto não troco de computador.

Simples, né? Quebrou o principal, troca pelo reserva.

Mas não é tão simples assim, pois o reserva tem 512MB de memória e o principal, 4GB.

E ai, neguinho?

Como sou um usuário “fiel” ao KDE, fiz a atualização para a mais nova, desabilitei todos os recursos que achava que consumia memória e consegui que o consumo total fosse para 256MB. Mas isso não ajudou muito, pois abrir 3 abas no Firefox, eu lotaria a memória do notebook.

Lembrei de 6 ou 7 anos atrás quando eu usava um AMD Athlon com 512 de memória e era um cara bem feliz, mas instalar uma distro antiga não rola, pois era bem provável que teria sérios problemas com a questão da wireless.

Então lembrei que na época do lançamento do KDE 4, um grupo de desenvolvedores que não gostou do rumo do projeto, fez um fork da versão 3 e continou o desenvolvimento.

Este fork se chama Trinity e para a minha surpresa o desenvolvimento continua firme e forte.

Fiz a instalação e o consumo de memória esta bem razóavel, este consumo abaixo de memória é o Trinity rodando com o  Firefox com 5 abas abertas.

diogo@Almaren:~# free -m

total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:           486        454         32          0          7        221
-/+ buffers/cache:        225        260
Swap:            0          0          0

 

LaKademy 2012

O LaKademy ocorreu do dia 27 de Abril até 01 de Maio, na cidade de Porto Alegre- RS.

De muitos eventos que já participei, este talvez tenha sido um dos melhores e mais técnico que presenciei.

Sai do Rio de Janeiro, no dia 27 de maio, às 08h para chegar em Porto Alegre às 10:10. A viagem foi bem tranquila, a única coisa que não gostei na viagem foi a qualidade da GOL que parece que esta caindo.  A distância das poltronas é minima e desta vez não teve serviço de bordo (Tudo bem, eu comi alguma coisa no aeroporto por um valor bem abaixo do que o cobrado na viagem).

Como eu sabia que estava indo para POA para trabalhar para o KDE, resolvi aproveitar o percurso do aeroporto para o hostel de ônibus. No qual fiz sem qualquer problema.

Quando estava caminhando do ponto de ônibus para o hostel, bateu aquele frio na barriga, pois de todo o pessoal do KDE, eu só conhecia o Tomaz Canabrava, e mais ninguém. Alguns eu só acompanha o blog e twitter/ident.ca de alguns membros, como é o caso do Lamarque, Sandro e  do Filipe e da Aracele.  Para ser bem sincero, até pensar em me perder de proposito me passou pela cabeça. Mas eu já estava ali na cidade, então como disse uma vez algum poeta: ” – Quem não morre, não vê Deus”. e entrei no hostel e me apresentei ao pessoal do KDE-BR.

A recepção deles foi muito boa, todos se apresentaram e eu sentei num canto que estava livre já para começar a trabalhar e fiquei traduzindo algumas partes do techbase, com uma boa empolgação.

No almoço deste dia, consegui conversar mais com o pessoal e perceber o quanto que eles são gente boa. bastante receptivos e educados. Volta do almoço, mais trabalho e foi assim até a hora da janta que foi cerveja e sanduiches.

De manhã acordamos bem cedo, pois combinamos com a organização do FLISOL de Porto Alegre, que iriamos realizar uma apresentação sobre o KDE e darmos sequência ao LaKademy lá mesmo.

Assim que chegamos ao evento, tive uma grande surpresa. A tela do meu notebook estava quebrada. Como se tivesse algo entre o teclado e a tela e a tampa fechada, Como eu tenho o hábito de ler emails assim que vou dormir e sempre de manhã cedo quando acordo, não percebi nenhum problema. O que mais me deixou irritado nesta surpresa que tive foi que o meu trabalho ficou bastante comprometido. No FLISOL, utilizei um monitor externo que havia na sala.  Mas no hostel ainda não tinha visto nenhum monitor sem uso.

O LaKademy no FLISOL de Porto Alegre pra mim foi bem positivo, pois conseguimos trocar alguma experiência com alguns usuários e sempre alguém ia nos visitar na sala.

O evento acabou por volta das 16:30h, voltamos ao hostel e trabalhamos um pouco, depois saimos para tomar uma ceveja e trabalharmos mais um pouco.

No dia seguinte, o mesmo roteiro: Iniciamos os trabalhos às 09h, trabalhamos sem parar até o horário do almoço, comemos e voltamos para trabalhar até as 19h, 20h.

Tivemos uma palhinha do Sandro Andrade tocando violão, o cara manda bem e claro, o Tomaz querendo praticar o sapateado em qualquer lugar que fosse possível ou não. =p

Depois mais cervejas e esta foi a parte mais divertida do nosso descanso, com o paradigma de programação  orientada a Metafora criada pelo Luis Oliveira que foi sensacional.

Neste dia, já cansado de ficar usando o computador com Windows do hostel, resolvi comprar um cabo HDMI para ligar o meu notebook na TV da sala que estavamos, mas sinceramente isso não deu muito certo, pois foi bem cansativo pra mim e eu sempre achava que estava tirando o foco das outras pessoas.

Praticamente o último dia do evento, pois muitos estavam com a pessoa programa para o dia seguinte, que foi o meu caso.  Este dia como os outros foram bem descontraído, este relato não esta com a precisão dos fatos como deveria, pois fica parecendo que todos os dias foram iguais e isso não é verdade.

Nenhum dia do LaKademy foi igual ao seguinte ou anterior. Cada dia parecia ser único. Parecia que as pessoas queriam aproveitar cada minuto que a companhia do grupo poderia proporcionar. Em cada minuto, alguém estava aprendendo algo novo, sempre se divertindo, sempre expondo as suas idéias e sendo respeitado. E tenho certeza que todos aproveitaram o máximo disso. E acho que tudo isso só foi possível devido a um objetivo: Transformar o KDE melhor a cada dia.

A volta pra casa, foi de que eu poderia ter sido mais produtivo se não tivesse ocorrido o problema no meu notebook. Mas não vou ficar de mimimi, isso foio como um puxão de orelha para que eu consiga me organizar para poder contribuir mais e mais.

Mas o sentimento que termino o LaKademy é de que conheci pessoas fantásticas, um projeto de Software Livre que funciona na horizontal, e que novos membros são muito bem aceitos e que tem espaço para todos.

As fotos do LaKademy estão no flickr.

Por quê uso KDE

Meses atrás houve uma thread na lista da SL-RJ iniciada pelo Rodrigo Carvalho querendo opiniões sobre a versao 4.8 do KDE.

 

“Algum dos usuários do KDE que tenha atualizado para o 4.8 pode fazer um relato sobre as novidades da versão? Estou pensando se dou uma nova chance ao ambiente :)”

A minha resposta ao Rodrigo Carvalho foi esta:

Eu não sou bom com relatos de programas. Inicialmente recomendo você dar uma olhar são estes links:http://kde.org/announcements/4.8/ e http://planetkde.org/

Mas contrariando o que escrevi acima:

Esta versão do KDE esta bem madura, na verdade, as versões inicias do KDE 4 foram bem complicadas, pois lançaram sem ele estar realmente pronto. então as coisas só ficaram legais na versão 4.3. eu voltei a usar desde a versão 4.4 e sou (na verdade, eu era) um usuário beta do KDE para o Slackware, então consegui acompanhar bem este progresso.

Deixando um pouco de lado do que foi publicado nos links acima:

  • O KDE esta consumindo MUITO pouco recurso de CPU e memória, isso já tem algum tempo, mas nesta versão isso melhorou bem mais.
  • O Dolphin ganhou uns efeitos bem legais, sem precisar de nada especial para isso.- A maioria dos ícones do system tray foram refeitos e estão bem bonitos.Tem o Telepathy que entrou nesta versão, mas eu ainda não parei para testar, talvez faça isso amanhã.Alguns pontos que o KDE é hoje essencial para mim:- Ele é bem estável, robusto e muito customizável e a cada versão, mais leve.
  • Tem o Activities, Klipper, Device Notifer, yakuake, …
  • Existe uma integração entre os componentes formidável, tudo é muito bem conectado.

Acho que é isso, talvez seja interessante você ver com os seus próprios olhos, mas o ideal é utilizar o KDE de uma distro que não realiza muitas modificações nos pacotes. Ai você consegue pegar ele ”puro”.

Qualquer coisa só gritar.

Depois de 7 anos…

Talvez seja esquisito falar isso, mas depois de 7 anos, não estou mais utilizando o Slackware como a minha principal distribuição.

Até 2004 utilizava o Debian como distribuição e após me irritar com algumas dependências de pacotes e modificações nos programas, resolvi experimentar uma distribuição que fosse simplista e comecei usando o Slackware.

Foi um relacionamento muito legal, onde tentei contribuir da melhor forma que podia, seja ela traduzindo, documentando, criando pacotes, reportando bugs ou comprando produtos na loja oficial.

Mas nos últimos meses não estava feliz com ele, seja pela longa demora na atualizações de alguns pacotes como o KDE ou bibliotecas, seja programas necessários hoje em dia como o LibreOffice, seja pela forma fechada de desenvolvimento da distribuição.

Este post não quer dizer que jamais irei utilizar o Slackware novamente ou que não irei mais me relacionar com a comunidade, não é isso. Apenas acho que é importante justificar o motivo de um possível afastamento.

A distro que esta instalada no meu notebook é o Arch Linux e estou gostando bastante, mas ainda não decidi sobre isso.

2011 foi legal!

Geralmente os meus planejamentos são realizados a cada 3 meses, mas hoje fiquei pensando em como foi o ano de 2011 para mim.

Morei em uma outra cidade : São Paulo – SP

Conheci muitos lugares novos, seja a trabalho ou a passeio:

- Alta Floresta – MT

- Recife – PE

- Fortaleza – CE

- Mirassol – SP

- Sete Lagoas – MG

- Curitiba – PR

- Paranaguá – PR

E visitei algumas cidades que já conhecia:

- São Paulo – SP
- Belo Horizonte – MG

Fiz uma viagem de Bike do Rio de Janeiro – RJ para São Paulo – SP. (links aqui e aqui)

Infelizmente não consegui em Agosto ir do Rio para Belo Horizonte. (link da minha ToDo List aqui)

Palestrei em alguns eventos que são importantes para mim, mas não pude ir ou tive que cancelar minha participação em alguns.

O Hack’n Rio teve a sua primeira edição e foi muito bom.

Mais um SlackwareShow, a primeira vez em Belo Horizonte e um show de organização e qualidade técnica.

Durante 3 meses, cerca de 90% do meu deslocamento dentro do Rio, foi utilizando minha bicicleta ou a pé.

O meu blog tem uma nova casa, depois de 6 anos no my.opera.com.

Depois de um longo tempo sem comemorar um título decente do Vasco, vi o meu time ser campeão da Copa do Brasil e quase ser do Campeonato Brasileiro. e ainda continuo jogando Hattrick. :D

Percebi o quanto os meus amigos, familia e namorada estão próximos.

E uma das coisas mais importantes para mim foi ter consolidado a minha idéia: Fazer aquilo que se gosta primeiro e depois se preocupar se existe o retorno financeiro.