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Em breve, um carro a menos

Um dos projetos que tenho me dedicado bastante é conhecido como Bike Anjo, ciclistas experientes que se voluntariam para ajudar outras pessoas a utilizar a bicicleta como meio de transporte no transito caótico das grandes cidades.

No último final de semana eu auxiliei uma moça que mora no Flamengo e que gostaria de ir para o trabalho, que fica em Botafogo, de bicicleta.

Acredito que a experiência que eu e a moça trocamos em relação a  biciclieta, poderá ser utilizada por outras pessoas que estão começando a pedalar, por isso transcrevo alguns pontos.

Assim que nos encontramos, batemos um papo sobre bicicletas, como um ciclista conciente deve se portar no transito. Respeitar as leis de transito: Não pedalar na contra-mão, Dar a preferência ao pedestre, não pedalar na calçada, pedalar de forma visivel para os motoristas (utilizando uma boa iluminação na bicicleta, já é o inicio).

Começamos a pedalar na ciclovia do Flamengo e quando ela ultrapassava alguém, ficava bastante nervosa, ao ponto de parar a bicicleta e ficar tremendo.

Para diminuir um pouco esta tensão, comecei a conversar sobre coisas simples do dia-a-dia para “distrair” a atenção. Comentei que cantar ajuda, então sugeri escolher uma música que ela canta no chuveiro e “esquecer que estava pedalando”.

Durante a pedalada, ela percebeu que estavamos a duas quadras do seu trabalho, e resolvemos simular o trajeto que ela faria se fosse trabalhar de bicicleta.

Durante o pedal nas ruas, ela ficou nervosa, mas com o tempo conseguiu relaxar, pois eu estava sempre pedalando atrás dela e de vez em quando parava para explicar algumas coisas de como eu penso que ela deveria se comportar e utilizava alguns ciclistas como exemplo.

Vi alguns ciclistas cortando a frente dos carros, outros tirando fino de pedestre que estavam atravessando a faixa de pedestre.

A volta foi legal, mas quando ela já estava ficando mais confiante, um taxista buzinou atrás dela sem qualquer motivo, e a menina começou a tremer e dai não conseguiu mais pedalar.

Outro ponto é que a partida dela na bicicleta começa muito instável, ela fica desequilibrada e depois de algumas metros é normalizado. Sugeri começar com a marcha leve depois ir aumentando. Outro ponto é que ela não conseguia levantar o bumbum do selim ou olhar para os lados.

Ah! ajustei a forma dela pisar no pedal, reparei que ela pedalava com o calcanhar e não com o peito ou o meio do pé. Ela me disse que depois disso a pedalada ficou “mais confortável”.

Aconselhei dela utilizar a ciclovia com uma frequência maior para pegar a prática dos pontos acima.

Outro ponto da nossa conversa foi sobre a bicicleta. A primeira coisa que ela me falou foi que comprou em um supermercado uma super simples e barata (da marca Hoston), pois como não tinha certeza se iria manter a empolgação de ficar pedalando, optou por esta, mas já tinha uma outra bicicleta mais “feminina” em vista.

Percebemos que alguns itens na bicicleta não estava proporcionando uma pedalada confortável e segura, alguns dos itens:

  • Buzina - Não funcionava de forma adequada.
  • Espelho retrovisor -  Eu não utilizo, mas ela se sente confortável com o item. mas o dela não conseguia ficar em uma posição, então não conseguia utilizar.
  • Posição dos manetes de freio - Eles estavam muito pra cima, e ela sempre tinha que mexer os braços do guidom para conseguir freiar.
  • Selim  - Não era nada confortável.

É isso, em breve um carro a menos!